Ita é um espetáculo multilinguagem, ritualístico. Uma fusão de teatro físico com dança contemporânea, performance e artes visuais, que utiliza aparatos tecnológicos e uma música que contém matrizes ‘ancestrais’ mixados com elementos do Jazz contemporâneo. O espetáculo reúne pesquisas da cosmovisão indígena, da teoria físico-química, da formação do universo, passando pela evolução das espécies, até o surgimento do homem, representado nos totens de sociedades tradicionais.
Em 1992 o Grupo foi convidado a participar do Festival Trópicos Utópicos, em Olinda, e além de apresentar o espetáculo Ita, o Totem o traduziu em pinturas, resultando numa exposição coletiva dentro do referido festival. A exposição coletiva, Ita, foi composta por dez pinturas em acrílica sobre lona e madeira e contou com a participação de cinco artistas, todos membros do grupo. Ita, a performance, foi o tema gerador das pinturas, apresentando signos que remetiam a peles de animais, grafismos de povos tradicionais e tempos distantes e ao mesmo tempo manchas e explosões de cor, traduzidos em traços de forte abstracionismo, imagens e símbolos vitais adormecidos no inconsciente coletivo. As obras foram expostas interligadas por madeiras e cordas formando um único painel. A exposição coletiva, Ita, foi exposta no Festival Trópicos Utópicos, realizada no Mercado Eufrásio Barbosa, Olinda – PE, 1992.
Artistas participantes: Fred Nascimento, Lau Veríssimo, Mariza Chisóstomo, Zoraya Brayner e Virgínia Marques.