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CAOSMOPOLITA

CAOSMOPOLITA (2005-2009)

Situa-se na fronteira entre o teatro físico, o teatro performático contemporâneo e o teatro-dança. O caos urbano em que vivemos, de corpo e alma, é o ponto de partida do espetáculo, mas sabemos que, o que vemos nas ruas, o que está à mostra, é apenas uma parte da vida dos habitantes da urbe polifônica, a outra parte está por dentro dos habitantes. Partindo do corpo como pedra de toque, trabalhamos: gestos, posturas e enlaces, atuando sobre as ações humanas cotidianas, recriando-as artisticamente. Não se conta uma história, as cenas se sucedem, mas são independentes, são fragmentos do caosmopolitanismo. Trabalhou-se também o corpo como reflexo do ambiente, versus o corpo como representação de subjetividades, mediada pela cidade. Caosmopolita mostra como o corpo dos habitantes da urbe, são manipulados e moldados pelos poderes da sociedade: educação, religião, política. Em cena temos o corpo do ator/performer como discurso político, como corporificação da cultura caosmopolitana e de subjetividades. A cidade também é traduzida em paisagem sonora, executada ao vivo.