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NECRÓFILO

NECRÓFILO (1990)

Nesta criação surgem figuras que se tornaram recorrentes em algumas produções do grupo, como a estátua e as sacerdotisa/pitonisas, reaparecendo em Signosimbolosícones, as sacerdotisa reaparecerem em Ele, Artaud!, Ânima e Cinco Performances em Um Ato.

 

Esta é uma criação de atmosfera lúgubre e densa, mas extremamente contemporânea, que parte da criação dos elementos visuais, de poema de Augusto dos Anjos, e de uma textura sonora criada pela voz da meso-soprano Mari Paiva, e pela guitarra preparada e ensandecida de Mário Sérgio, que ecoavam entre silêncios. Um teatro de imagens, a câmara lenta, os gritos e sussurros, as garças sacerdotisas, a estátua falante, a derreada que tudo sente, o nosferatu (a sombra), a perseguida. Arquétipos, imagens de sonhos (ou pesadelos?)

 

 “Homem, carne sem luz, criatura cega

Realidade geográfica infeliz

O universo calado te renega

E a tua própria boca te maldiz” (Augusto dos Anjos)

 

Ficha técnica:

Roteiro e encenação: Fred Nascimento e Teresa Farias

Música original: Mari Paiva, Mário Sérgio

Performers: Lau Veríssimo, John Lima, Suzana Couto, Mariza Chisóstomo e Zoraya Brayner.

 

Histórico de apresentações:

Teatro Milton Bacarelli, Centro de Artes e comunicação – UFPE, Recife – PE, 1990; Espaço Cultural Grão, Recife – PE, 1990; Mostra Decanos da Poesia Modernista, Espaço Culturação – SEDUC/PE, Recife, 1990.